No inicio desse ano, um professor ao entrar em nossa sala, disse que via muros, paredes, ele via barreiras entre nós. Ele nos colocou, que a gente devia quebrar essas barreiras, esses muros, logo no inicio, por que se não quebrássemos naquele momento, elas acabariam se tornando eternas, e possivelmente inquebráveis. Bom, muita gente discordou daquelas palavras, alguns até indignados ficaram, mas... sinceramente, ele tinha completa razão, e eu sabia disso. Vivíamos em bolas de sabão como costumo dizer, e sabe o que quer dizer isso? É aquela velha mania de andar sempre com os mesmos, falar sempre com os mesmos, rir sempre com os mesmos, e assim vai... parece até que a gente vive pra eles! Só que, quando eles se vão, digo, quando todos aqueles ‘’mesmos’’ vão embora, nós ficamos sós, por que simplesmente não conhecemos ninguém além deles... tudo por que, passamos a vida toda, com as mesmas pessoas, e não to falando de afinidade, to falando de conhecer gente nova, experimentar coisas novas, gestos diferentes, palavras contrárias. Viver em uma bola de sabão, é se fechar para o mundo é mais do que isso, é se isolar sem perceber.
Até que, as bolas foram sendo furadas, e a cada dia, alguém saia de seu determinado ‘’grupo’’, ao todo dez pessoas se foram, algumas com um determinado porque, outras por escolha própria, vontade... só sei que vi, e vivi aquela situação, o deixar... e assim, nossa turma foi se tornando cada vez menor, porém quem disse que a quantidade supera a qualidade?! é, isso é algo pra se pensar não é mesmo?! Com as bolas de sabão furadas, tivemos a grande oportunidade de conhecermos uns aos outros, por que precisávamos uns dos outros, para fazer trabalhos, para conversar, rir... afinal, ninguém gosta de se sentir sozinho, ainda mais na escola, ambiente acolhedor onde vemos quem gostamos e até mesmo quem não gostamos. Aprendemos a conviver, a interagir. Começamos então a ver o outro de outra maneira, e alguns, tiveram a oportunidade de criar pequenos e até grandes laços, com estes, que antes eram apenas colegas de aula, aqueles de pedir o tema emprestado de vez em quando, de pedir licença... é, as coisas mudaram, e fico tão feliz por isso... A gincana, de certa forma, foi a grande prova dessa união que tivemos a partir daquelas pequenas palavras que deixaram alguns tão ofendidos. Entramos com humildade, e aos poucos, em cada tarefa, fomos dando o nosso melhor, pensando sempre na possibilidade de ganhar, mas não na de passar por cima do outro. A turma pequena as vezes não ajudava muito, alguns não compareciam, outros gritavam, e não deixavam o outro falar, outros só incomodavam, mas no final, conseguíamos sempre, ler as tarefas, organizar as roupas, e até mesmo ensaiar... A correria vinha a cada novo dia, e a cada nova vitória nas tarefas, sentíamos que aquele era o momento de mostrarmos o quão éramos bons, mesmo sendo minoria. A cada novo passo, gritávamos, berrávamos pra falar a verdade, os nervos nem se contam na hora dos ensaios, as coreografias feitas com a ajuda de todos que compareciam, cada nova ideia colocada em vista, em prática, as fotos, as filmagens, os possíveis micos, tombos, as risadas que demos, o trabalho que passamos, as noites no blog da gincana, tentando desvendar as tarefas, as confusões... enfim, tudo! Tudo serviu para que chegássemos tão longe, a ponto de conseguir vencer a gincana. Realmente mudamos, e espero continuarmos assim, ou então que venhamos mudar, mas cada vez mais para melhor! Parabéns a turma em si, e obrigada em meu nome ao professor, este que com suas palavras fez de certa forma uma turma mudar. Valeu 202, eu amo vocês!
(Sahra)


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